Para que a inteligência artificial ofereça respostas cada vez mais precisas, não basta que ela compreenda o que está sendo solicitado. É fundamental que consiga interpretar o contexto de quem está se comunicando.
Essa necessidade se torna ainda mais evidente quando observamos como diferentes populações utilizam a mesma tecnologia. Dados divulgados pela OpenAI, em agosto de 2026, revelam que o Brasil está entre os três maiores mercados do ChatGPT em número de usuários ativos semanais. Somente no país, são enviadas aproximadamente 215 milhões de mensagens por dia.
Um estudo publicado em setembro de 2026 pelos pesquisadores Shreyasi Roy Chowdhury e Kiran Garimella, intitulado How People Use ChatGPT: Conversation-Level Evidence from India, Nigeria, Brazil, and Pakistan, ajuda a compreender essa realidade. A pesquisa analisou 202.590 conversas de 1.252 usuários de quatro países e identificou particularidades na utilização da tecnologia. Entre os temas encontrados, destacaram-se questões relacionadas à saúde e ao bem-estar no Brasil e na Índia, traduções entre urdu e inglês no Paquistão e discussões sobre atualidades e religião na Nigéria. No Brasil, também apareceram conversas voltadas à autorreflexão.
Os resultados demonstram que uma ferramenta desenvolvida para atender ao mundo inteiro encontra necessidades particulares em cada contexto. E, se considerarmos que essas diferenças existem também entre regiões de um mesmo país, gerações, profissões e indivíduos, percebemos a dimensão do desafio.
O mesmo princípio que orienta uma comunicação eficiente entre pessoas também se aplica à relação entre humanos e tecnologia. Conhecer o interlocutor, compreender sua linguagem, identificar suas expectativas e reconhecer particularidades são fatores decisivos para reduzir ruídos e construir mensagens assertivas.
Na prática, isso exige uma relação de aprendizado e adaptação. Quanto mais claramente o usuário apresenta seus objetivos, fornece contexto, estabelece critérios e oferece feedback, maiores são as possibilidades de obter resultados alinhados às suas necessidades. Por outro lado, sistemas capazes de considerar nuances linguísticas e culturais tendem a oferecer interações mais adequadas a diferentes públicos, embora isso não elimine a necessidade de verificar informações e reconhecer limitações.
Essa discussão também evidencia algo que, na comunicação, nunca deixou de ser essencial: a importância da escuta. Não existe comunicação verdadeiramente eficiente quando apenas uma das partes é considerada. Antes de transmitir uma mensagem, é necessário compreender quem irá recebê-la, como ela será interpretada e quais resultados se pretende alcançar.
É justamente nessa premissa que a Presoti Comunicação acredita. Independentemente das ferramentas utilizadas, sejam elas tradicionais ou impulsionadas pelas novas tecnologias, comunicar exige sensibilidade, estratégia e compreensão do outro. A inovação amplia possibilidades, otimiza processos e transforma a maneira como nos relacionamos, mas não substitui a importância do olhar humano.
Porque, no fim das contas, a tecnologia pode transformar os meios pelos quais nos comunicamos, mas é a capacidade de compreender o outro que determina a qualidade dessa comunicação.
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