Basta abrir qualquer rede social para perceber como o número de seguidores, curtidas e visualizações se transformou em uma espécie de selo automático de credibilidade. Quanto maior a audiência, maior a percepção de autoridade. Mas será que deveria ser assim?
Em algum momento da nossa sociedade digital, passamos a confundir reputação com popularidade.
A reputação é construída ao longo do tempo. Ela nasce da experiência, da formação, dos resultados entregues, da ética profissional e da capacidade de gerar valor de forma consistente. Já a popularidade pode surgir por inúmeros caminhos: entretenimento, algoritmos favoráveis, tendências passageiras ou simplesmente pela habilidade de produzir conteúdo que desperte atenção.
O problema começa quando o currículo vitae passa a ser substituído pelo currículo de likes.
Hoje, não é raro ver influenciadores digitais ocupando espaços que antes eram reservados a especialistas com anos de estudo e atuação prática. Pessoas sem formação ou conhecimento aprofundado sobre determinado tema são convidadas para palestrar em congressos, comentar assuntos complexos na imprensa, participar de coberturas de grandes eventos e até integrar produções de enorme alcance, como novelas e programas de televisão, apenas porque possuem uma audiência expressiva.
Enquanto isso, profissionais altamente qualificados, pesquisadores, professores, executivos e especialistas que dedicaram décadas ao desenvolvimento de conhecimento seguem, muitas vezes, longe dos holofotes por não dominarem as dinâmicas das redes sociais.
Isso não significa que ter muitos seguidores seja um problema. Pelo contrário. Alcance é uma ferramenta poderosa de comunicação. O erro está em acreditar que alcance, sozinho, é sinônimo de competência.
A pergunta que deveríamos fazer não é quantas pessoas seguem alguém, mas por que elas seguem.
O conteúdo apresentado tem profundidade? A informação é confiável? Existe embasamento técnico? Há experiência prática por trás das opiniões compartilhadas? A trajetória profissional sustenta aquilo que está sendo dito?
Marcas e empresas também precisam refletir sobre isso ao escolherem seus porta-vozes. Afinal, a reputação de uma organização pode ser fortalecida ou fragilizada pelas vozes que decide amplificar.
Os algoritmos valorizam engajamento. O mercado deveria valorizar credibilidade.
No fim das contas, seguidores podem ser conquistados em meses. Reputação costuma levar anos. Seguidores podem oscilar conforme uma tendência. Reputação resiste ao tempo. Seguidores podem abrir portas. Reputação é o que mantém essas portas abertas.
Na Presoti Comunicação, acreditamos que visibilidade e credibilidade não precisam caminhar separadas. Por isso, atuamos estrategicamente ao lado de nossos clientes para fortalecer sua reputação, ampliar seu alcance e gerar engajamento de forma planejada, responsável e alinhada à sua verdadeira qualificação profissional. Porque mais importante do que acumular likes é construir autoridade capaz de permanecer quando os algoritmos mudarem.
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