Em gerenciamento de crise, existe uma frase bastante repetida no mercado da comunicação: “não existe receita de bolo”. E, embora ela seja verdadeira, talvez ainda seja superficial diante do que realmente acontece na prática.

Porque existem situações que ultrapassam qualquer protocolo previamente desenhado. Crises que mudam de direção em minutos, ganham novas interpretações rapidamente e exigem mais do que técnica. Exigem leitura de cenário, sensibilidade e, principalmente, feeling.

É justamente nesse momento que o papel do assessor de imprensa deixa de ser apenas operacional e passa a ser estratégico. Mais do que responder demandas, produzir posicionamentos ou intermediar contatos, o assessor precisa entender o ambiente, perceber o tom da apuração e identificar o que nem sempre está explícito na conversa com o jornalista.

Muitas vezes, é durante esse processo de apuração que as decisões mais importantes são tomadas.

Uma pergunta específica, a forma como determinado tema é conduzido, o nível de insistência da redação ou até o tempo de resposta solicitado podem indicar que aquela situação exige uma atuação diferente do protocolo tradicional. E é aí que entra a experiência de quem vive comunicação diariamente.

Em alguns cenários, insistir apenas no fluxo padrão pode aumentar ainda mais o desgaste da imagem. Em outros, agir rápido demais também pode gerar ruídos. Por isso, o gerenciamento de crise exige equilíbrio entre estratégia, técnica e percepção humana.

Nem sempre haverá tempo para reuniões longas, aprovações demoradas ou análises excessivamente burocráticas. O deadline da imprensa é curto. A crise acontece em tempo real. E, em muitos casos, o assessor precisa agir conforme aquilo que está sentindo a partir da leitura do cenário e da relação construída com a imprensa.

Isso não significa agir sem planejamento. Pelo contrário. Significa compreender que a comunicação é feita por pessoas e que crises possuem nuances impossíveis de serem totalmente previstas em manuais.

Por isso, ter uma relação próxima, transparente e alinhada com o cliente faz toda diferença. Quando existe confiança entre assessoria e porta-voz, as decisões acontecem com mais agilidade, segurança e coerência. O cliente entende que determinadas movimentações precisam acontecer rapidamente para conter desgastes maiores.

Em muitos casos, a entrada imediata do porta-voz, um posicionamento antecipado ou até uma mudança de estratégia no meio do processo podem ser fundamentais para reduzir impactos e preservar reputações.

E essa construção não acontece apenas durante a crise. Ela começa muito antes, na forma como a assessoria acompanha o cliente, entende sua cultura, seus valores e suas vulnerabilidades.

A Presoti Comunicação atua justamente a partir dessa lógica: proximidade, transparência e acompanhamento estratégico constante. Cada cliente possui necessidades diferentes, culturas distintas e formas específicas de se comunicar. Por isso, mais do que seguir modelos prontos, o trabalho de gestão de imagem exige escuta, presença e capacidade de adaptação.

Porque, no fim das contas, crises não são administradas apenas com teoria.

São administradas com experiência, leitura de cenário e decisões tomadas no tempo certo.

2026-05-17T13:38:05-03:00

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