Você sabe mesmo o que é jornalismo? Eu achava que sabia, até que algumas pessoas mudaram completamente minha visão ao longo dos meus 15 anos de formada.
Quando eu tinha cerca de dez anos, no sítio dos meus avós maternos em Antônio Pereira, distrito de Mariana, Minas Gerais, minha madrinha, Sheila Ludendorff Tropia, olhou para mim e disse: “Acho que você vai ser jornalista.” E foi ali que eu soube que seria.
Naquela época, eu carregava cadernos para todos os lados. E, na verdade, faço isso até hoje.
Escrevia contos, pensamentos, observações e histórias criadas a partir de pequenos detalhes. Sempre fui muito observadora, transformando cenas comuns em narrativas.
Por muito tempo, achei que o jornalismo tivesse relação apenas com isso: escrita, criatividade e sensibilidade. E sim, tudo isso faz parte.
Mas anos depois, na PUC Minas, vivi minha segunda grande virada de chave. Cheguei cheia de atitude, acreditando que saber escrever já me colocava alguns passos à frente. Foi quando encontrei Maria Líbia, minha professora e coordenadora, uma das pessoas que me ensinaram o verdadeiro peso dessa profissão.
Ela me mostrou que escrever bem não basta.
O jornalismo não é sobre imaginar.
Não é sobre achar.
Não é sobre adivinhar.
É justamente o contrário.
O jornalismo exige apuração. Exige escuta. Exige disposição para sair da própria percepção e entender a realidade como ela é.
Aprendi que lidar com fatos, pessoas e contextos exige cuidado. E que muitas vezes a realidade não será confortável, bonita ou floreada como as histórias que eu criava quando criança.
Mas ela sempre terá valor porque conta, de verdade, a história de alguém.
Foi ali que o jornalismo deixou de ser apenas um ideal bonito para se tornar compromisso.
E talvez seja exatamente por isso que eu tenha passado a admirar ainda mais essa profissão.
Porque o verdadeiro jornalismo transforma.
Transforma debates.
Transforma relações.
Transforma empresas.
Transforma vidas.
E isso acontece graças a profissionais que dedicam anos tentando tornar o mundo mais consciente, informado e humano.
Talvez por isso o jornalismo ainda seja tão subestimado por algumas pessoas. Porque muita gente ainda não compreende o que existe por trás dele.
Vocês sabem o que é fazer jornalismo de verdade?
É ouvir antes de concluir.
É investigar antes de publicar.
É entender que comunicação vai muito além de falar.
Como parte da Presoti Comunicação, empresa gerida por Flávia Presoti, aprendo diariamente que o jornalismo também pode fortalecer marcas, transformar negócios e aproximar pessoas de suas próprias verdades.
Porque eu sei que o mundo parece mais simples quando vivido como na cabeça daquela menina de dez anos criando histórias em um caderno.
Mas a realidade não funciona assim.
E talvez seja justamente por isso que o jornalismo seja tão importante.
A realidade pode ser dura.
Mas é ela que transforma relações, negócios e vidas inteiras.
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